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Influência em outras mídias
A estética videoclipe influenciou outras manifestações audiovisuais, como a produção de TV, Cinema e videoarte. Mais recentemente, dos final dos anos 1990 em diante, diversos diretores de clipes musicais têm se tornado cineastas e realizado filmes que inspiram inovações de forma e linguagem na indústria cinematográfica.
Alguns filmes que tem chamado a atenção por causa das novas formas com que tratam a imagem cinematográfica e a aplicação da “estética videoclipe” à construção fílmica são, “Clube da Luta” (Fight Club), “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (Amélie Poulain) e “Cidade de Deus” (idem). Há, entre eles, muitas distinções, porém um fato em comum: trazem uma nova plasticidade imagética, como montagem acelerada e grafismos.
A estética videoclipe também exerceu forte influência sobre o mercado publicitário, levando os profissionais de propaganda a buscar anúncios cada vez mais impactantes e sintonizados com tendências estéticas mais recentes quanto possível.
Além da influência considerável do videoclipe nos jogos eletrônicos.
Segundo o diretor de programação da MTV, Zico Gomes, “o videoclipe não pertence mais à televisão. Ele está ligado ao mundo digital e outras mídias atendem melhor a essa demanda.” De acordo com ele os clipes “derrubam a audiência” e só entrarão no programação se estiverem “a serviço” do programa. A idéia da emissora é que os espectadores passem a assistir aos vídeos pelo “MTV Overdrive”, o canal de banda larga da emissora.
As mudanças na MTV acontecem depois da expansão da banda larga e do You Tube no Brasil e do avanço de novos canais em UHF –MixTV e PlayTV–, que também disputam o público jovem. A “nova MTV” surge em razão das mudanças na forma em que esse jovem se comunica e consome as novas mídias. A tecnologia e a facilidade de acesso ajudaram a pulverizar a produção e o consumo de música e de videoclipes, diz Góes. Para ele, “Hoje funciona melhor para a TV formatos mais longos. O videoclipe não é mais uma forma interessante de se contar histórias. Ninguém fica esperando passar o clipe que quer. É mais fácil achá-lo na internet”.
Mas, em contrapartida, as declarações feitas pelo diretor da MTV, receberam contestações e ironias por parte da PlayTV. André Vaisman, diretor de Criação e Marketing da PlayTV e ex-executivo da MTV, que disse: “Eu amo a MTV, só que negar o DNA é fogo. Estamos fazendo muito ponto no Ibope com música e clipe. Agora, se eles não sabem o que tocar, não vão fazer ponto com porcaria nenhuma”.
A assessoria da PlayTV divulgou que em 179 dias em que esteve no ar, bateu a audiência da MTV em 101 dias durante sua programação (das 17h às 23h30).